Latim e Direito Constitucional

Donato di Niccolò di Betto Bardi, mais conhecido como Donatello (1386-1466), foi sem sombra de dúvida, inegavelmente, o  primeiro grande mestre da escultura na Renascença. Sua estátua de Davi (David) triunfando sobre Golias firmou um precedente de naturalismo e de glorificação do nu que, por muitos anos depois, os escultores haveriam de seguir. Executou também a primeira estátua equestre monumental em bronze, uma imponente representação do guerreiro Gattamelata.

Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni (1475-1564) foi um dos maiores escultores da Renascença  italiana e, provavelmente, de todos os tempos. A escultura era o meio expressivo a que ele dava preferência.

Apesar de seu êxito como pintor, não se considerava capacitado para aquele trabalho. Sua escultura elevava-se acima do simples naturalismo, pois subordinava a natureza à força e à amplidão de seus conceitos.

Características suas: a distorção para criação de efeitos fortes e a tendência para exprimir suas ideias filosóficas em forma alegórica.

Suas obras-primas foram realizadas para a ornamentação de túmulos, de acordo com o interesse que sentia pela morte, na fase final de sua vida.

Para o jazigo de Júlio II esculpiu algumas obras famosas. Escravo aorrentado (Schiavo incatenato), que encerra algo de autobiográfico, representa a força e o talento reprimidos pelos grilhões do destino. Moisés(Mosèé o melhor exemplo de sua escultura e mostra como ele usava a distorção anatômica para acenturar o efeito da iintensidade emocional. Seu objetivo foi expressar a ira do legislador judaico diante da deslealdade dos filhos de Israel à fé dos antepassados.

Para os mausoléus dos Mèdicis, em Florença, criou a figura Aurora (l'Aurora), uma mulher que vira e ergue a cabeça como se despertasse de um sono sem sonhos. Crepúsculo (il Crepuscolo) é a figura de um homem de grande força, que parece soçobrar sob o peso da miséria humana que o rodeia.

À medida que envelhecia, introduziu em seus trabalhos um emocionalismo mais exagerado. Pietà, por exemplo, é uma estátua da Virgem Maria sofrendo sobre o corpo do Cristo morto.

A arquitetura da Renascença tinha suas raízes no passaado. O novo estilo era uma mistura de elementos derivados da Idade Média e da antiguidade.

Mas o que inspirou a arquitetura da Renascença foram o romano e  romântico. O romano não teve solo fértil mas o romântico floresceu, porque estava mais de acordo com as tradições italianas. O resultado foi uma arquitetura baseada na planta cruciforme – nave e transepto – que incorporava elementos decorativos como a coluna e o arco, a coluna e o lintel, a coluneta e frequentemente a cúpula.

Embora muitos dos edifícios fossem igrejas, os ideais que exprimiam eram aqueles puramente seculares de alegria nesta vida e de orgulho pelas realizações humanas. 

A arquitetura renascentista dava à harmonia e à proporção muito mais ênfase para o estilo romântico.

Sob influência do neoplatonismo, os arquitetos italianos conluíam que as proporções perfeitas do homem refletem a harmonia do univeso. Por isso, as partes de um edifício deveriam manter com os demais e com o todo a mesma relação que as partes do corpo humano.

A basílica de São  Pedro (Basilica di San Pietro in Vaticano), edificada sob  o patrocínio dos papas Júlio II (Giulio II e Leão X (Leone X), é excelente exemplo da arquitetura da Renascença, projetada por alguns dos mais famosos arquitetos da época, entre os quais Donato di Angelo di Pascuccioconhecido como il Bramante - 1444-1514) e Michelangelo  di Ludovico Buonarroti Simoni. 

Rio de Janeiro, 09 de agosto 2009.

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N. do A. – Foram utilizadas aqui algumas ideias de Giovanni Reale e Dario Antiseri (Il pensiero occidentale dalle origini ad oggi. 8. ed. Brescia: La Scuola, 1986).

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