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Liberdade da
pessoa física |
“Campestre de 15 dias. / Campestre de 15 noites. / E agora pela
saudade. / Campestre de mil açoites.” Assim começava
uma poesia de Manoel Oliveira, ao relembrar os dias agradáveis
de férias passados numa fazenda do interior de Timbiras (MA).
A realidade que se via lá era que o pássaro voa, a árvore
cresce, o que é frio se torna quente, o pão se torna carne,
o vivente morre... Esse fato mostra a mudança, o movimento, ou
seja, a passagem de um ser ou modo de ser a outro ser ou modo de ser,
no mundo corpóreo. Um sujeito que era isto ou estava aqui (ponto
de partida) e que tende a ser aquilo ou estar lá (ponto de chegada). (...A partir de 1667, o governo de Pernambuco, e uma ou outra vez os proprietários de terras das vilas vizinhas, organizaram entradas para a sua eliminação. A guerra, que antes se fazia com o pretexto de reaver os escravos fugidos, ganhou o objetivo da posse das terras ocupadas pelo quilombo. O sargento-mor Manuel Lopes (1675) foi o primeiro a levar a guerra ao coração dos Palmares, atacando a sua capital, Cerca Real do Macaco. Em 1692, brancos e índios do bandeirante Domingos Jorge Velho sofreram derrota de que só se refizeram um ano depois. Quando retomou a marcha para os Palmares, reforçado por destacamentos alagoanos e pernambucanos, o mestre-de-campo encontrou uma “cerca tríplice” no cume da Serra do Barriga. Os atacantes construíram uma contracerca em torno do reduto, e estavam quase terminando uma outra, oblíqua, para o assalto decisivo, quando os quilombolas começaram a evacuar a posição, silenciosamente, na madrugada do sábado, 6 de fevereiro de 1694. As sentinelas pernambucanas só os pressentiram no final da operação. No escuro e na confusão da batalha, cerca de 200 negros rolaram o abismo e outros tantos tombaram mortos. A tropa fez mais de 500 prisioneiros. Chegava ao fim, após um sítio de 22 dias, o grande quilombo, que por vários anos suportara arremetidas intermitentes. Traído por um dos seus auxiliares, que, sob tortura, levou uma patrulha paulista ao seu esconderijo, Zumbi, com 20 homens, combateu até à morte, no dia 20 de novembro de 1695..). Para ZUMBI, o mais importante não era viver livre, mas libertar
todos os negros ainda escravos. P.S.: Artigo publicado no periódico Jornal da Cidade (Caxias
– MA), em 27/07/2003. |
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